curadoria de conteúdos: 5 TO DO & 5 TO DON’T

usa uma ferramenta de agendamento; desta forma podes organizar as tuas rotinas, dedicando um tempo específico à curadoria e ao agendamento. e assim poupas tempo! 

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no ambiente social media, a curadoria de conteúdos diz respeito ao acto de seleccionar e reunir informação, bem como  conteúdos, produzidos por terceiros, dentro de uma dada área de interesse.

este processo de selecção e consequente partilha deverá ter como foco acrescentar valor à nossa audiência.

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honestamente? até há uns anos eu pensava que a curadoria era algo exclusivo de quem trabalhava ou era convidado para trabalhar num museu e seleccionava o tópico e os conteúdos das exposições. até que um dia me convidaram para ser curadora de programação, no website Rua de Baixo, com o qual colaborei durante uns anos.

foi nesse momento que vi a curadoria de outra forma, estando longe de imaginar que iria fazer parte dos meus dias enquanto social media manager e consultoria na área do marketing – e de pessoa humana que precisa de alimentar a sua marca pessoal nas redes, não esquecer!

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o que é curadoria de conteúdos?

no ambiente social media, a curadoria de conteúdos diz respeito ao acto de seleccionar e reunir informação, bem como  conteúdos, produzidos por terceiros, dentro de uma dada área de interesse.

este processo de selecção e consequente partilha deverá ter como foco acrescentar valor à nossa audiência.

a curadoria é uma forma de valorizar o conteúdo produzido por outros (em alguns casos, pode incluir a nossa concorrência).

trata-se de uma forma de captar conteúdos de relevo para as minhas comunidades, nas várias plataformas onde resido (facebook, instagram , linkedin, twitter, o blog…). a curadoria exige pensamento estratégico, bem como um forte alinhamento com o tom de voz da marca e com o planeamento de comunicação que a marca pretende fazer em nome próprio.

 

vantagens da curadoria de conteúdos na comunicação de uma marca

quais as vantagens? arrumei numa lista.

ora cá vai:

  1. o reconhecimento como uma autoridade num dado tema;
  2. a incapacidade de produzir conteúdos próprios em quantidade e em qualidade;
  3. as possibilidades de networking: partilhar e citar o conteúdo de outros pode criar pontes > leads > negócio?
  4. o acesso a informação actualizada, por parte de quem tem essa tarefa.

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[curadoria] 5 TO DO

(1) começa por criar uma lista de websites ou blogs de referência, de fontes fidedignas, para ter sempre “à mão”. ferramentas como Pocket ou Feedly podem ajudar nessa recolha e armazenamento. eu uso um excel, pois gosto de acrescentar logo um POV, numa coluna ali mesmo ao lado do link, nome do autor, nome da publicação e área temática onde se enquadra o artigo.

(2) faz algumas perguntas antes de considerar a partilha do conteúdo:

  • é útil para a minha comunidade?
  • acrescenta valor?
  • é actual?

 

(3) no momento da partilha, acrescenta a voz da marca. como? sublinhando uma frase no copy, questionando, explicando o motivo da partilha.

(4) faz uma partilha variada dos temas: se a nossa marca trabalha vários assuntos, é bom alternar os temas das partilhas. o motivo? vamos falando com pessoas diferentes na nossa comunidade, sem deixar ninguém esquecido.

(5) usa uma ferramenta de agendamento; desta forma podes organizar as tuas rotinas, dedicando um tempo específico à curadoria e ao agendamento. e assim poupas tempo!

 

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[curadoria] 5 TO DON’T

(1) não partilhes algo sem testar o link: às vezes encontramos artigos no linkedin ou twitter, gostamos do headline e fazemos um share ou rt na hora, sem sequer testar. por muito que confiemos na fonte para fazer, podemos correr o risco de partilhar um link que leva a lugar nenhum.

(2) atenção à “validade” e contexto do conteúdo que estamos a partilhar: há conteúdo que tem um prazo no que à relevância e pertinência diz respeito.

(3) não partilhes algo só para participar ou alinhar no trending topic do dia; mais uma vez, pergunta: isto vai mesmo acrescentar valor  à conversa que está a acontecer na minha comunidade?

(4) não partilhes conteúdos sem os ler primeiro:  e se descobrimos que o autor se posiciona de forma contrária à nossa? e se isso acontece ao lermos os comentários da nossa comunidade? podemos passar a imagem de pessoas (ou marcas) descuidadas ou apressadas.

(5) não abuses da curadoria de conteúdos; varia este tipo de conteúdos com aqueles em que a tua marca fala na 1ª pessoa.

 

*

termino com uma história: há uns anos vi um anúncio que pedia um digital curator. não sabia o que era e a descrição da vaga não era muito clara. enviei um e-mail a dizer o que fazia, o que sabia fazer e admitindo que desconhecia o termo pelo qual o lugar era designado. acabei por colaborar com essa empresa durante alguns anos e aprendi um novo significado para a palavra curator.

entre outras coisas, wittgenstein já me tinha ensinado que isto do uso da palavra era coisa que podia trazer vários sentidos motivados pelos diferentes usos.

 

*

[se precisas de consultoria na área da curadoria dos conteúdos, contacta-me. pode ser por e-mail ou através do twitter ou linkedin.]

 

📷 Fahrul Azmi on Unsplash

📷 Kelly Sikkema on Unsplash