O meu Twitter: uma rede, três camadas

A minha experiência Praticamente tudo já foi dito sobre as redes sociais e o impacto que estas têm na nossa vida. A experiência de cada pessoa na rede é o que pode acrescentar e fazer a diferença. O Twitter é o local onde as pessoas valem por aquilo que dizem e por aquilo que defendem. […]

O Twitter é o local onde as pessoas valem por aquilo que dizem e por aquilo que defendem.

A minha experiência

Praticamente tudo já foi dito sobre as redes sociais e o impacto que estas têm na nossa vida. A experiência de cada pessoa na rede é o que pode acrescentar e fazer a diferença. O Twitter é o local onde as pessoas valem por aquilo que dizem e por aquilo que defendem. Importa menos o avatar, o nome, a identidade ou o leque de amigos. Um dos pontos mais sedutores era precisamente a dinâmica de seguir pessoas sem qualquer ligação anterior. Os familiares e amigos não estavam ali, o que de alguma forma fomentava a liberdade criativa, fosse para difundir ideologias políticas ou discutir bola.

 

Uma rede, três camadas

Sempre me pareceu que o Twitter tinha três camadas que de vez em quando se tocavam. Existia a dimensão de perfis que discutia a atualidade, mais ou menos de nicho, a camada de adolescentes/recém jovens onde os tweets eram mais simples e mais geracionais e o leque dos ovos, os perfis anónimos que seguiam as contas que queriam e apenas ficavam a observar. Quando há intercepção destas camadas, sobretudo das duas primeiras, surgem normalmente tweets de trend, normalmente hilariantes.

 

Uma rede, múltiplas sinergias

O espaço do pássaro azul deu-me amizades com pessoas fantásticas que de outra forma dificilmente conheceria. Fomentaram-se sinergias fabulosas utilizando a vontade de pessoas que vêm por bem e que procuram construir em cima e criar projectos de qualidade inegável. O Twitter é o local onde alguém tem uma ideia, difunde a vontade de fazer algo e rapidamente é rodeado de três, quatro pessoas a perguntar: “Vamos? Quando?”.

 

A vida também é o Twitter

O famoso incêndio das redes sociais também está aqui e cada vez mais assume proporções extremadas. Mas até nesta vertente existe o ângulo da aprendizagem. É possível ponderar e apreender o que devemos fazer quando somos insultados ou criticados. Nunca alinharei com aquela escola que indica que certas pessoas usam as redes sociais como escape da “vida real”. A vida terrena também é isto e cabe às pessoas que vierem por bem tratarem o outro lado com a consideração devida.

 

O meu Twitter é isto. Seguir alguém  porque diz  isto, conhecer humanos excelentes, construir “em cima de” e aprender com os pontos menos positivos.

 

Quem é o Rui? 

O Rui é uma pessoa feliz que trabalha em comunicação. Optimista irritante que adora podcasts, futebol e jornalismo. Sigam-no no twitter.