tiktok: the next best thing?

no último relatório hootsuite / we are social, o tiktok já aparece na infografia "most-used social media platforms", em Portugal.

se a razão para migrar para o tiktok for: "vai ser a nova tendência" ou "temos de lá estar" - não. não devemos migrar ou abrir lá conta só para dizer que estamos lá. é natural acharmos que quando há uma rede nova esta será the next best thing, mas há que ter calma. há muitas redes sociais e é preciso escolher sabiamente aquelas onde vamos investir o nosso tempo. 

em setembro de 2019 convidei o Dan para falar de tiktok, aqui no blog. o artigo fala-nos de três razões para encarar o tiktok de forma séria. confesso que fiquei com a pulga atrás da orelha relativamente ao tiktok, mas só quando comprei o meu novo telemóvel, em finais de 2019 é que me dediquei à exploração desta rede social.

no último relatório hootsuite / we are social, o tiktok já aparece na infografia “most-used social media platforms”, em Portugal. ora vejam:

 

 

tiktok: the next best thing? 1

qual é a história da rede?

O TikTok foi lançado em setembro de 2016 pela empresa chinesa ByteDance, mas começou a ganhar gás em 2018.

mas afinal do que se trata esta rede social? de acordo com o artigo de Flávio Nunes, no ECO, de Outubro de 2019:

(…) o TikTok é uma aplicação de vídeo “ao alto” — isto é, com orientação vertical. Funciona de forma semelhante ao Instagram e ao Snapchat, mas um poderoso algoritmo de inteligência artificial, aliado a um interface muito fluído e a um vasto conjunto de filtros, efeitos de realidade aumentada, stickersemojis, transições e músicas, foram fatores que fizeram com que esta nova plataforma chegasse ao top de downloads nas principais lojas de aplicações. Na Play Store portuguesa, é a 13.ª aplicação mais descarregada, mas a ganhar terreno a cada dia.

o tiktok é divertido: acreditem, é mesmo. mas aquilo que a rede social permite, vai além do divertimento, como nos diz o Flávio Nunes:

A imprensa internacional tem dado cobertura ao impacto que o TikTok está a ter em todo o mundo, especialmente o crescimento que tem sido registado nos EUA. Nas escolas, crianças organizam clubes de TikTok para criarem vídeos para a aplicação. Há concursos para ver quem consegue o vídeo mais visto. Com talento, dedicação e alguma sorte, jovens tornam-se celebridades digitais em poucos dias. Há até alguns professores que já estão a preparar formas de lecionar matéria através desta plataforma.

 

devemos migrar para o tiktok?

se a razão para migrar para o tiktok for: “vai ser a nova tendência” ou “temos de lá estar” – não. não devemos migrar ou abrir lá conta só para dizer que estamos lá. é natural acharmos que quando há uma rede nova esta será the next best thing, mas há que ter calma. há muitas redes sociais e é preciso escolher sabiamente aquelas onde vamos investir o nosso tempo.

uma presença no tiktok exige conhecimento da comunidade e das suas regras, do funcionamento da aplicação (que é bastante intuitiva). isso implicar dedicar algum tempo à plataforma para a conhecer e (agora é a parte importante) para perceber que estratégia e que conteúdos posso criar para a presença da minha marca, no tiktok.

após ter publicado este artigo no twitter, o Rui Nunes sublinhou o seguinte:

 

confesso que ando a explorar o tiktok, a divertir-me com alguns vídeos que faço e que depois alimentam as minhas instagram stories (um dia falo-vos do content splittering que tenho vindo a praticar).

devo dizer que esse é um dos pontos fortes da plataforma, para mim: podemos partilhar aquele conteúdo, directamente, para “todo o lado”:

tiktok: the next best thing? 2

 

se estivermos a falar de marcas (ou de instituições como a British Red Cross) é preciso desenhar uma estratégia, alinhada com as outras presenças nas redes sociais online e que consiga tirar partido das potencialidades do tiktok:

 

o vídeo é tendência (desde 2016)

há anos que apregoamos ao mundo que o vídeo é tendência. não é nada de novo. as plataformas adaptaram-se a essa realidade e permitem-nos partilhar conteúdo vídeo com bastante facilidade. depois, há todo um conjunto de ferramentas acessíveis para a edição de vídeo que permitem que a criação do vídeo não seja um processo penoso.

Globally, more than 5.19 billion people now use mobile phones, with user numbers up by 124 million (2.4 percent) over the past year.

estudos (como o do hootsuite / we are social) comprovam que consumimos mais conteúdos em mobile e preferimos um conteúdo vídeo, com um bom audio e com legendas, do que ler um texto, mesmo que este esteja no blog do website mais catita das intérnetes (estou a falar deste blog, claro!).

o tiktok joga com essas duas vertentes:

  • os praticantes de lurking acedem a vídeos plenos de criatividade, com inúmeras sugestões que nos fazem navegar na aplicação sem noção do tempo;
  • os criadores de conteúdo, por sua vez, fazem uso das inúmeras opções de corta, edita, acrescenta, coloca som, avança, grava, cancela, adiciona som e de partilha que a plataforma lhes dá.

 

the next best thing?

não sei se o tiktok será the next best thing, em Portugal: afinal, já é para os 12% dos portugueses que admitiram utilizar a rede. em vez de andarmos a correr de um lado para o outro, de hype em hype, o meu conselho passa por aplicar a visão The Fab Four na nossa presença nas redes sociais online. como dizem os senhores da Digital Marketer: STAY ON TARGET.

 

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se precisa de apoio para pensar e definir a estratégia da sua marca no mundo digital, contacte-me via e-mail [info@joanarita.eu] ou numa das redes sociais onde marco presença, como o twitter ou o linkedin.

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