tiktok: uma rede social onde a comunidade importa

as marcas que pensam a longo prazo têm em mente que os utilizadores que por lá andam agora podem muito bem ser os seus clientes no futuro. ainda que não correspondam, neste momento, ao perfil do consumidor que verdadeiramente consome o que produzimos, o pensamento é de que a marca pode aparecer agora para iniciar a relação.

comunidade_tiktok

o tiktok pode servir para entreter, para sensibilizar, para salvar vidas, para informar, para educar. são vários os propósitos que podem levar uma marca a ter presença nesta rede social que não deve ser encarada como algo menor, só pelo facto de considerarmos que é só para os miúdos.

o tiktok é um convidado habitual aqui deste espaço: o Dan Willis já falou das razões para considerar o tiktok e eu própria já reflecti um pouco sobre o ser ou não ser a the next best thing. outra convidada habitual desta casa é a comunidade.

no dia 9 de julho, a We Are Social brindou-nos com um webinar dedicado ao tiktok e eu estive lá, na #filadafrente, e tirei algumas notas.

confesso, o meu live tweeting não foi muito eficaz, pois estive mais dedicada a construir mind maps no meu caderno.

palavras chave deste webinar? comunidade e humanidade.

Over the past 12 months, we’ve seen TikTok level the playing field on social, as content trends are firmly dictated by the users that drive them, and creators can blow up on the platform regardless of how many followers they have. This is a stark contrast to the other major platforms, who have repeatedly come under fire for favouring reach and cash over genuine engagement.

 

⚠️ fica o aviso: vou usar e abusar da palavra comunidade, neste artigo.

 

a oportunidade, a comunidade e os números

os números em torno do tiktok são avassaladores e serão a razão pela qual já se fala desta rede social como mainstream. a verdade é que não podemos ignorar o tiktok e há muitas oportunidades para as marcas:

  • a curto prazo: permite o crescimento da nossa marca;
  • a longo prazo: permite que a nossa marca crie relações com a geração que se segue.

 

pensar a longo prazo, pensar comunidade

as marcas que pensam a longo prazo têm em mente que os utilizadores que por lá andam agora podem muito bem ser os seus clientes no futuro. ainda que não correspondam, neste momento, ao perfil do consumidor que verdadeiramente consome o que produzimos, o pensamento é de que a marca pode aparecer agora para iniciar a relação.

a marca chega e inicia um processo de enamoramento, de envolvimento, para ficar no “top of the mind” do consumidor do futuro.

segundo a We Are Social, esta abordagem de longo prazo implica a criação de conteúdo exclusivo e um trabalho dedicado à humanização da marca, com foco na sua personalidade. isso vai determinar o modo como a marca vai participar nos desafios existentes ou até o contributo e criação dos seus próprios desafios. um exemplo? The Washington Post.

Jorgenson is the face of The Washington Post’s account, which launched in late May and has since garnered more than 280,000 followers. Like much else on the platform, the Post’s account is self-aware, slapstick, and slightly cringey—a parade of petsstunts, and workplace humor, often set to blaring pop music and shot through with a winking sense of humor about the very fact that a 142-year-old newspaper is even on here in the first place (“newspapers are like ipads but on paper,” the account’s bio reads.) It’s also, potentially, a chance for The Post to cultivate new audiences and new revenue streams in an industry constantly searching for both.

 

@washingtonpost

What a day it’s been.

♬ original sound – jonahkagenmusic

a autenticidade e a comunidade

o que nos leva a contribuir com conteúdos para o tiktok? a construção e manutenção da comunidade é uma dessas razões; acompanhar os trending topics ou os desafios e contribuir com o nosso próprio conteúdo, cria a noção de que fazemos parte, de que partilhamos algo em comum com outras pessoas. tal como defende a equipa We Are Social:

“take the original challenge and add your own spin.”

@nobodysausage

My New House 🌭💜✨ #fyp #animation #cartoon #latindance #latinmusic

♬ TKN – ROSALÍA & Travis Scott

os desafios do tiktok são muito populares e rapidamente “saltam” para outras redes. a facilidade com que podemos pegar num vídeo tiktok (com a marca de água do utilizador) e levá-lo para o twitter ou para o instagram é um convite à adopção dos desafios, por parte de outras comunidades.

como criar um desafio? há que ter em atenção um formato específico: os desafios baseiam-se em actividades curtas (por exemplo, uma coreografia específica; devem ter uma # catchy que os identifica; devem apelar ao uso das ferramentas de edição da plataforma. podemos, ainda, criar how to (ou tutoriais) para ajudar na navegação dessas ferramentas. e sim, também podemos, criar parcerias com os influenciadores relevantes.

 

comunidade e humanidade

o tiktok pode servir para entreter, para sensibilizar, para salvar vidas, para informar, para educar. são vários os propósitos que podem levar uma marca a ter presença nesta rede social que não deve ser encarada como algo menor, só pelo facto de considerarmos que é só para os miúdos. a equipa We Are Social sublinhou a necessidade de não estereotiparmos o público que por lá anda, pois é uma plataforma com um público em desenvolvimento, em crescimento. diz ainda a We Are Social:

“We can’t ignore tiktok, it’s an opportunity.”

uma oportunidade para fazer com que a marca cresça e para construir relação com a próxima geração.

para lá estar, as marcas precisam:

  • compreender a audiência,
  • aprender a mecânica dos desafios,
  • de estar dispostas a testar e aprender,
  • estar disponíveis para reagir a tendências,
  • de avançar e participar nas conversas,
  • criar as conversas.

 

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👉🏽 antes de terminar, uma palavra de consciência e de alerta: o tiktok tem enfrentado alguns problemas e a Índia tomou a decisão de banir esta aplicação e outras. outros artigos referem indícios de recolha de dados menos clara. por muito divertido que seja o tiktok (e é!) o meu conselho é que estejamos em modo alerta perante estas situações. ⚠️ não podemos confiar 100% da nossa comunicação numa rede social (tiktok ou outra).

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aproveito para recomendar um artigo da We Are Social sobre social media e o seu uso como forma de nos manter próximos e juntos, durante o confinamento provocado pela pandemia #covid19pt.

julgo que é mais do que evidente o facto da We Are Social ser uma das minhas fontes de conteúdo e de informação mais preciosas. 💎

 

📷 Kon KarampelasUnsplash